Do outro lado do Atlântico, nossas raízes
Atualizado: há 5 dias

A imigração açoriana para Santa Catarina atravessou o oceano no século XVIII e deixou uma herança que permanece na história, na cultura e no modo de viver do litoral catarinense.
Há histórias que atravessam o tempo. Outras atravessam também o mar.
A presença açoriana em Santa Catarina pertence às duas categorias. Em meados do século XVIII, famílias deixaram pequenas ilhas portuguesas no Atlântico e enfrentaram uma longa travessia até o Sul do Brasil. Aqui encontraram outra ilha, outro litoral e uma nova vida a construir.
Entre 1748 e 1756 ocorreu o principal movimento de transferência de açorianos para o Brasil Meridional. O Núcleo de Estudos Açorianos da Universidade Federal de Santa Catarina registra que mais de 4.500 açorianos se fixaram no litoral catarinense nesse período, enquanto outros seguiram para o atual Rio Grande do Sul. As estimativas históricas variam conforme o universo considerado — algumas fontes incluem madeirenses e os contingentes destinados ao Rio Grande do Sul —, razão pela qual aparecem números diferentes na historiografia.
Uma travessia ligada ao povoamento do Sul
O movimento não ocorreu ao acaso. Em 1746, a Coroa portuguesa iniciou o processo de recrutamento de casais açorianos para o Brasil Meridional. A ocupação do território tinha importância estratégica em um período de disputas entre Portugal e Espanha pela região sul-americana.
Os primeiros contingentes chegaram à Ilha de Santa Catarina em 1748. Uma fonte histórica estudada pela UFSC registra a chegada de 461 pessoas na primeira leva e relata as dificuldades enfrentadas pelos colonos nos primeiros tempos, inclusive enfermidades, escassez de alimentos e os desafios de adaptação à nova terra.
Ao longo dos anos seguintes, os novos moradores foram distribuídos pela Ilha e pelo litoral. Freguesias como Lagoa da Conceição, Santo Antônio de Lisboa, São Miguel e São José estão diretamente relacionadas a esse processo de povoamento do século XVIII.
O que atravessou o Atlântico além das pessoas
A viagem transportava muito mais do que famílias.
Com os novos habitantes vieram conhecimentos, religiosidade, festas, práticas comunitárias, modos de trabalhar, manifestações culturais e formas de relacionamento com o território e com o mar. Ao longo das gerações, esses elementos encontraram novas condições sociais, geográficas e culturais e passaram por transformações.
Por isso, falar em herança açoriana não significa imaginar que a Florianópolis atual seja uma reprodução dos Açores do século XVIII. Trata-se de compreender um processo histórico vivo, formado por permanências, adaptações e encontros com outras populações e culturas.
O próprio Núcleo de Estudos Açorianos destaca a permanência de manifestações relacionadas aos costumes, à religiosidade, às cantorias, danças e outros saberes trazidos pelos povoadores, ao mesmo tempo em que reconhece as transformações culturais ocorridas ao longo dos séculos.
Uma herança que ainda pode ser percebida
A presença açoriana tornou-se uma das referências importantes para compreender a formação cultural do litoral catarinense. Ela pode ser investigada no patrimônio, nas festas religiosas, na pesca artesanal, em determinados saberes tradicionais, na renda de bilro, na memória das antigas freguesias e em diferentes manifestações da cultura local.
Em Florianópolis, essa história ganha significado particular: a Ilha de Santa Catarina foi um dos principais pontos de chegada e estabelecimento desses povoadores.
Conhecer Florianópolis, portanto, também pode significar olhar além de suas praias.
É observar comunidades, igrejas, casarios, embarcações, festas, costumes e histórias e perguntar de onde vieram algumas das marcas que ajudaram a formar a Ilha que conhecemos hoje.
Raízes açorianas. Alma de Ilha.
É nesse encontro entre passado e presente que a história também se aproxima da CASA AÇORES.
O nome não pretende transformar Florianópolis em Açores nem reduzir a diversidade cultural da Ilha a uma única origem. Ele reconhece uma história familiar e uma herança que faz parte da formação de Santa Catarina.
Do outro lado do Atlântico estão algumas de nossas raízes.
Deste lado do mar está a nossa casa.
CASA AÇORES — Mar. Raízes. História. Acolhimento.
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Do outro lado do Atlântico, nossas raízes. 🌊
No século XVIII, famílias açorianas atravessaram o oceano para começar uma nova vida no Sul do Brasil.
Entre 1748 e 1756 ocorreu o principal fluxo de povoadores açorianos para Santa Catarina. A Ilha de Santa Catarina tornou-se um dos centros dessa história, e as gerações seguintes ajudaram a construir uma herança que ainda pode ser percebida em manifestações culturais, festas, saberes, patrimônio e na relação das comunidades litorâneas com o mar.
Essa cultura não permaneceu congelada no tempo. Transformou-se, encontrou outras influências e tornou-se parte da história plural de Florianópolis.
É dessa memória que nasce também o nosso nome.
CASA AÇORESRaízes açorianas. Alma de Ilha.
ROTEIRO DE CARROSSEL — RAÍZES DA ILHA
Slide 1 — CAPA
DO OUTRO LADO DO ATLÂNTICO, NOSSAS RAÍZES
A imigração açoriana para Santa Catarina
RAÍZES DA ILHA | CASA AÇORES
Slide 2 — O COMEÇO
Uma história separada por um oceano
Em 1746, a Coroa portuguesa iniciou o recrutamento de famílias açorianas para povoar o Brasil Meridional.
A partir de 1748, os primeiros contingentes começaram a chegar à Ilha de Santa Catarina.
Sugestão visual: Açores + mapa/Atlântico ou registro histórico.
Slide 3 — A TRAVESSIA
Do arquipélago para uma nova ilha
A primeira leva reuniu 461 pessoas. A travessia e os primeiros tempos em Santa Catarina envolveram dificuldades, doenças e adaptação a uma terra desconhecida.
Sugestão visual: mar, embarcação histórica ou representação cartográfica documental.
Slide 4 — NOVAS COMUNIDADES
Raízes lançadas no litoral
Os povoadores foram estabelecidos na Ilha e em diferentes pontos do litoral catarinense.
Lagoa da Conceição, Santo Antônio de Lisboa, São Miguel e São José estão entre as localidades relacionadas a esse processo histórico.
Sugestão visual: patrimônio histórico ou antiga freguesia.
Slide 5 — O QUE VEIO JUNTO
Não atravessaram apenas pessoas.
A viagem trouxe também:
saberes · religiosidade · costumes · festas · memórias · modos de viver e trabalhar
Ao longo das gerações, essa herança foi sendo transformada e incorporada à cultura do litoral.
Sugestão visual: renda de bilro, festa tradicional, pesca ou patrimônio.
Slide 6 — FLORIANÓPOLIS
Séculos depois, as marcas permanecem
A herança açoriana pode ser reconhecida em diferentes dimensões da cultura local — sem esquecer que Florianópolis foi formada também pelo encontro de muitas outras populações e influências.
Conhecer a Ilha é também conhecer essas histórias.
Sugestão visual: Santo Antônio de Lisboa, Ribeirão da Ilha ou outro patrimônio cultural documentado.
Slide 7 — ENCERRAMENTO
Do outro lado do Atlântico, nossas raízes.Deste lado do mar, nossa casa.
RAÍZES DA ILHAUma série CASA AÇORES
Raízes açorianas. Alma de Ilha.
MAPA DE NECESSIDADES VISUAIS
O PM determina que toda produção destinada a peça visual termine com um Mapa de Necessidades Visuais, sem gerar as imagens nesta etapa.
Imagem | Necessidade | Tipo | Orientação | Prioridade |
01 | Açores / paisagem ou povoamento historicamente identificável | Documental/paisagem | Vertical | Essencial |
02 | Travessia pelo Atlântico ou cartografia histórica pertinente | Histórica/cartográfica | Indiferente | Essencial |
03 | Patrimônio ligado às antigas freguesias de Florianópolis | Arquitetura/patrimônio | Vertical | Essencial |
04 | Manifestação cultural de herança açoriana | Cultural/documental | Vertical | Essencial |
05 | Pesca, embarcação ou relação tradicional com o mar | Documental | Vertical | Complementar |
06 | Santo Antônio de Lisboa, Ribeirão da Ilha ou outro núcleo histórico pertinente | Paisagem/pat |




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